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“even
if I have to crawl to the finish line, I will finish the race,”
o famoso estreiante Kazuyoshi Tokumoto 2:15:55
- quinto colocado, definiu muito bem a pedreira que estava
o percurso em Tokyo na altura do km 30.
Estava claro que era uma prova para caras
malucos e o segundo mais rápido do mundo
na maratona não se interessou em enfrentar os 90% de
umidade e seguir deslizando no sabão que virou
o asfalto - o Keniano Korir (2h04:56) foi o primeiro da elite
a sair fora. Era uma dura mistura de alta umidade/frio/vento/e/chuva
que deixou a coisa preta
e quem não estava ligado e motivado, o melhor a fazer
foi sair de fininho e esperar por alguma outra prova nas próximas
semanas.
Mas, alguns caras da elite e os quase 30.000
amadores não estavam nem aí com o temporal -
fizeram a inscrição e encararam de capa, guarda-chuva
e outras artimanhas, tudo para driblar as condições
impróprias para uma boa performance. E era tanta gente
inscrita se movendo lentamente, que 20 minutos após
a largada, ainda tinha muito corredor/corredora para passar
no tapete e começar oficialmente a prova.
No início, os coelhos cumpriram o
contrato e até erraram o pace saindo meio forte (2:55)
no km 1 - no km 5 o grupo passou em 15:03, no 10 em 30:16,
virando a meia em 1:04:49 - nessa altura Korir já tinha
perdido o grupo. Vanderlei estava entre os 10 que lideravam
no km 25, momento em que, os coelhos foram se retirando e
Njenga aproveitou e apertou cruzando os próximos 2
km abaixo de 6 minutos, quebrando o pace e tendo
agora a companhia na ponta de 4 caras "conterrâneos"
- Sato, Irifune, Hayashi e o estreiante Tokumoto. Esta ponta
conhece muito bem as manhas da temperatura local - inclusive
o Keniano Njenga que vive e treina há muitos anos no
Japão e fala fluentemente o idioma Japonês.
Mas Njenga não é nada bobo
e não estava a fim de ficar muito tempo com esse grupo
de manos japoneses e aproveitar a tal da "vantagem
ambiental/climática". O keniano é muito
forte e provou que está bem e gosta do "quanto
pior melhor" - cobriu os 5 km entre o km 25 e 30
em 14:51 - matando todo
mundo - este foi o único trecho de 5 km coberto abaixo
de 15 minutos (ele deu uma porrada
mesmo). Isso adiantou o seu lado e lhe deu 45 segundos de
crédito no km 30.
Njenga continuou abrindo e no 35 estava -
na moral, 81 segundos na frente. Sato é um dos melhores
do Japão e nessa parte já tinha feito seu movimento
dando um tiro em uma elevação do percurso e
abrindo 21 segundos do parceiro Irifune.
Vanderlei sofreu o ataque nipônico/africano
de alguns nos 4 kms finais mas se concentrou e partiu pra
cima de Tokumoto e quase buscou o japinha
estreiante que também chegou mortinho aos
trancos-e-barrancos.
Daniel Njenga foi o melhor do dia e faturou
em 2:09:45, na primeira maratona liberada para amadores que
invadiram as ruas molhadas de Tókyo. Assim como Vanderlei,
Njenga já havia ganhado uma vez (2004).
Depois só deu japonês entre
os 10. Vanderlei quebrou a fila de nipônicos e um etíope
também entrou em décimo. O vice campeão
Sato vem melhorando e já foi 10° colocado na fortissima
Fukuoka Maraton, mas
com essa chuva, vai ter que correr abaixo de 2:09:30 em março
na Lake Biwa Marathon
se quiser arrumar uma boca e fazer parte do grupo que representará
o Japão no Mundial de Atletismo em Osaka (Vanderlei
já está com índice e garantido).
volte em breve
para muito mais detalhes
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